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Brasil sobe para 13º no mundo em eventos internacionais

O crescimento do turismo de eventos no Brasil recoloca destinos fora do eixo tradicional no mapa das viagens corporativas. O país subiu para o 13º lugar no ranking mundial da ICCA em 2025 e manteve a liderança na América Latina. No Rio Grande do N...

09/10/2026 08h41
Por: Redacao Fonte: Agência Dino
Esmeralda Praia Hotel
Esmeralda Praia Hotel

O turismo de eventos ganhou peso no Brasil e colocou o país entre os principais mercados do mundo. Segundo o ranking de 2025 da ICCA (International Congress and Convention Association), divulgado pela Brasilturis, o Brasil subiu para o 13º lugar mundial em eventos internacionais, com 276 reuniões associativas realizadas no ano, alta de quase 18% sobre o ranking anterior.

O avanço é consistente. De acordo com o mesmo levantamento, o país acumula uma subida de doze posições desde 2022 e mantém a liderança entre os destinos da América Latina para eventos internacionais.

O mercado corporativo interno acompanha o movimento. Segundo o Barômetro Eventos B2B 2025, da UBRAFE, divulgado pela ABEOC, o setor de eventos corporativos movimentou R$ 14 bilhões em São Paulo em 2025, com 1.511 eventos realizados na cidade, alta de 22% na comparação anual.

O Rio Grande do Norte no mapa dos eventos

O Rio Grande do Norte tem buscado espaço nesse mercado. Segundo o Natal Convention Bureau e a Emprotur, em material divulgado pela Panrotas, o estado aposta na estrutura para eventos corporativos, com destaque para o Centro de Convenções de Natal, com capacidade para 13 mil pessoas, e para o polo hoteleiro de Ponta Negra, que reúne mais de 3 mil leitos.

Como a hotelaria se encaixa

A expansão do setor movimenta a rede hoteleira em duas frentes: a hospedagem de quem participa dos eventos e a realização de encontros dentro dos próprios hotéis, uma operação que exige planejamento específico de espaço e logística.

Para Amanda Correia, gerente comercial do Esmeralda Praia Hotel, em Ponta Negra, o hotel participa desse mercado por dois caminhos. "Recebemos o público que vem para eventos na cidade, que costuma reservar blocos de quartos e usar o hotel como base durante o congresso. E recebemos os grupos que preferem realizar o próprio evento dentro do hotel, que tem estrutura para sediar no local", afirma.

Segundo a gerente comercial, o evento ocupa o hotel num ritmo próprio. "A empresa fecha um bloco de quartos de uma vez, com antecedência, e usa o hotel durante o dia, em plena semana, com salas de reunião e alimentação em funcionamento. É uma ocupação de meio de semana, que roda em paralelo ao movimento de lazer do fim de semana, e por isso o hotel trata evento como um mercado à parte, com equipe própria", afirma.

A leitura de mercado

Para Gianluca D’alessandro, CEO do Esmeralda Praia Hotel, receber e sediar eventos passou a ser uma decisão estratégica diante do crescimento do setor. "Um hotel que vive só de lazer fica exposto à temporada e ao clima. Somar o mercado de eventos é diversificar a receita, com um público que decide por agenda de trabalho e reserva em bloco. Isso dá mais estabilidade ao ano inteiro", afirma.

Para o executivo, o retorno do evento vai além da diária vendida durante o congresso. "O profissional que passa três dias num evento conhece o hotel e a cidade a trabalho. Boa parte volta depois em férias, com a família. O evento vira uma vitrine: o hotel ganha o hóspede de hoje e o turista de amanhã", afirma.

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