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Educação EDUCAÇÃO

Adversários, ex-reitores se unem para cobrar autonomia da UFGD

Damião Duque de Farias e Liane Calarge marcaram ato para quarta-feira contra presença de reitora temporária nomeada pelo MEC

29/10/2019 16h05
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Por: Redacao Fonte: Campograndenews
Liane Calarge comandou UFGD nos últimos quatro anos (Foto: Divulgação)
Liane Calarge comandou UFGD nos últimos quatro anos (Foto: Divulgação)

Adversários internos na Universidade Federal da Grande Dourados, os ex-reitores Damião Duque de Farias e Liane Maria Calarge, que comandaram a instituição de 2006 a 2019, se uniram para defender a autonomia da UFGD. Nesta quarta-feira (30) às 8h30, os dois fazem ato na unidade 2, para pedir democracia na maior universidade pública do interior.

Desde junho deste ano, a universidade douradense é comandada pela reitora temporária Mirlene Damázio, nomeada pelo ministro da Educação Abraham Weintraub. Mirlene enfrenta fortes protestos da comunidade acadêmica, é chamada de interventora e até agora não conseguiu fazer a reunião do Couni (Conselho Universitário).

Coordenado pelo Fórum Unificado das Entidades Representativas da comunidade acadêmica, a atividade terá início às 8h30, no Centro de Convivência da UFGD, da Cidade Universitária, o ato quer demonstrar que, mesmo com orientações políticas distintas, os grupos da universidade vêm se unindo para denunciar “os atentados à democracia e à autonomia universitária”.

Conforme os organizadores, a situação, envolvendo até perseguição administrativa contra servidores por parte da atual reitoria, se estende por mais de quatro meses, mesmo após decisão judicial considerando válida a lista tríplice oriunda do processo eleitoral realizado em março e que definiu como mais votados para os cargos de reitor e vice-reitora os professores Etienne Biasotto e Cláudia Lima.

“A vida acadêmica não prosperará sem o devido respeito ao princípio da autonomia universitária. Este é o impasse que enfrentamos atualmente na UFGD com a intervenção na reitoria”, afirmou Damião.

“Minha participação no ato de amanhã se dá por acreditar que a Universidade é o espaço onde se formam cidadãos para a sociedade. É nela que precisamos plantar e cultivar os valores da autonomia e da democracia. E no momento, não é isso o que vem acontecendo, sendo necessárias ações que enfatizem minha posição enquanto ex-reitora eleita e nomeada democraticamente pela comunidade acadêmica”, afirmou Liane Calarge, segunda dirigente eleita da UFGD.

O Fórum Unificado é composto por integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais, Sindicato dos Professores da UFGD, do Diretório Central dos Estudantes da UFGD e da Associação dos Pós-graduandos da universidade.

No início deste mês, a Justiça Federal mandou a UFGD comunicar ao Ministério da Educação que a eleição interna para reitor teve sua validade restaurada. Ao analisar embargos de declaração apresentados pelo MPF (Ministério Público Federal), o juiz Moisés Anderson Costa Rodrigues da Silva, da 1ª Vara Federal em Dourados, reforçou a decisão tomada em agosto.

Naquele mês, o magistrado indeferiu ação civil pública impetrada pelo MPF contra a eleição interna que teve Etienne Biasotto como vencedor e reconheceu a legitimidade do processo de escolha adotado pela UFGD.

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