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Política

25/10/2019 às 10h46 - atualizada em 25/10/2019 às 10h57

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Redacao

Ponta Porã / MS

O fundo do poço é logo ali
Confusão no PSL é tão grande que envolve porca de biquini, galinha, viado e palavras como vagabundo
O fundo do poço é logo ali
Edilson José, jornalista

*Edilson José Alves


As constantes encrencas promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro e agregados tem aumentado a desconfiança sobre o sucesso do seu governo. Não é fácil crer no sucesso de uma gestão, para alguns, muito assemelhada a Joana I de Nápoles, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença, autora da expressão muito conhecida no Brasil “Casa da Mãe Joana”, que levada à Portugal passou a ter sinônimo de prostíbulo.


Joana ao seu modo e segundo a história tinha vida desregrada e permissiva. Algo parecido com comportamento e modo de fazer política do grupo e filhos do presidente, cujas ações parecem não ter medidas. Não importam se vão ofender, pré-julgar, discriminar por opção sexual, raça, cor ou credo religioso. Vale tudo.


Mas, não são apenas os familiares que nos levam a comparar o atual governo a “Casa da Mãe Joana”, aliados políticos de primeira hora do presidente ajudam muito. Vejam as expressões do então líder do PSL escolhido por Bolsonaro, Delegado Waldir, que dentro de uma disputa partidária interna de repente chama o presidente de “vagabundo” e promete “implodi-lo”, além de fazer a classificação do chefe da nação como “marionete dos filhos”. Waldir foi derrubado do cargo de líder para dar lugar a Eduardo Bolsonaro, aquele que seria embaixador nos Estados Unidos e que afirmou ter experiência em fritar hamburger.


Ainda dentro da disputa, o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar, reclamou de “trairagem” depois de ser alvo de uma operação da polícia federal que apura o “Laranjal do PSL”. Pouco depois o mesmo Bivar disse que Bolsonaro está de olho é na “bufunfa” e briga pela chave do cofre para ficar no controle daquilo que o partido vai receber, ainda neste ano serão mais de R$ 100 milhões e no ano que vem mais de R$ 200 milhões. Bivar também apontou que o PSL paga R$ 40 mil por mês para a advogada Karina Kufa para representar o presidente, além de ter assinado contrato de R$ 200 mil com a mesma profissional do direito para ela apresentar ações diretas de inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal), tudo visando o bem-estar do presidente. Bolsonaro, por sua vez, disse a aliados que Bivar está “queimado pra caramba”.


Além de Bivar outro membro fora da família a sair reclamando e atirando contra o presidente foi Gustavo Bebianno, o qual disse que Bolsonaro só defende interesses dos filhos. O ex-aliado que foi o primeiro a puxar a lista de ministros demitidos chegou a dizer que temia uma ruptura institucional na calada da noite. Para Bibianno a chance de o governo dar certo é quase nula já que segundo ele, o próprio presidente, arrebentou a única base com a qual poderia contar, o PSL.


E quando a gente imagina calmaria nos ânimos surgem novas brigas. É o caso da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), a qual entrou em rota de colisão com os filhos. Carlos Bolsonaro utilizou emojis de animais para atacar Joice. Ele postou vídeo de uma porca andando de biquini, além de rato, cobra, galinha, baixaria total. A deputada então respondeu no mesmo tom com imagens de viados e ratos. A deputada também insinuou que é de Carlos o tal perfil “Pavão Misterioso”, que só elogia Bolsonaro e ataca sem dó e nem piedade os seus adversários. Joice chegou a escrever: "Oi Carluxinho...como vc é elegante, quase um diplomata. Manda bjs pro índio".


E para piorar ainda mais o clima, o “sumidão” do Queiroz, que atende pelo nome de Fabrício reapareceu com novidades. Ele foi gravado orientando uma pessoa a conseguir emprego para ganhar até R$ 20 mil por mês no Congresso Nacional. A receita, segundo ele, é muito simples, basta dirigir-se ao gabinete do senador Flávio Bolsonaro com o qual Queiroz foi acusado de fazer o jogo da “rachadinha” na Assembleia do Rio de Janeiro. Veja o que disse Fabrício Queiroz: "Não precisa vincular a um nome. Chega lá e, pô cara, o gabinete do Flávio faz fila de deputados e senadores, o pessoal pra conversar com ele, faz fila... É só chegar 'nomeia fulano ai pra trabalhar contigo ai'. Salariozinho bom desse aí para a gente que é pai de família, cai igual uma uva", disse.


Como diz o Queiroz “cai igual uva”. O problema é que estão caindo não só uvas, mas laranjas podres, acusações de amigos contra amigos, entre tantas coisas que chega a enojar o cidadão comum que não vê resultados e percebe o dinheiro dos impostos indo direto para a vala ou quem sabe até para contas secretas. Existe uma frase que diz que “a esperança é a última que morre, mas morre”. Precisamos tomar cuidado porque o fundo do poço é logo ali.


*Jornalista


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FONTE: Edilson José

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