A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (4) projeto que retira da Justiça da Infância e da Juventude a atribuição de atestar a qualidade e a eficiência do trabalho realizado por entidades que atendem crianças e adolescentes. A avaliação continuará a cargo do Conselho Tutelar e do Ministério Público e será exigida para a inscrição dos programas de atendimento. O Judiciário, porém, manterá a competência para fiscalizar as entidades. A proposta segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
De autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), o PL 4.150/2025 altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente, o estatuto exige que a qualidade e a eficiência do trabalho desenvolvido pelas entidades sejam atestadas pelo Conselho Tutelar, pelo Ministério Público e pela Justiça da Infância e da Juventude para a inscrição dos programas de atendimento.
Relatora da proposta, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da CDH, argumentou que a mudança preserva a imparcialidade dos magistrados, que poderão ser chamados a julgar denúncias ou irregularidades envolvendo entidades que tenham avaliado anteriormente. Segundo a senadora, a medida também permite delimitar melhor as atribuições dos órgãos responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes.
— Em matéria de infância e adolescência, simplificar procedimentos jamais pode significar reduzir proteção — destacou.
A relatora ressaltou ainda a necessidade de fortalecer os conselhos tutelares, que continuarão responsáveis, ao lado do Ministério Público, pela avaliação dos serviços. Segundo Damares, a mudança exige que esses órgãos tenham estrutura, pessoal e equipamentos adequados para exercer suas funções.
Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, citados no relatório, apontam que o Brasil tinha 35.727 crianças e adolescentes em serviços de acolhimento em fevereiro de 2026. Entre os principais motivos para o afastamento do convívio familiar estavam negligência, abandono, dependência química dos responsáveis e conflitos familiares.
Para Damares, a mudança nas atribuições dos órgãos não pode comprometer a proteção dessa população.
Senado Federal CCT aprova 41 concessões e renovações para emissoras de rádio
Senado Federal Maior controle judicial sobre instituições de acolhimento de crianças vai à CCJ
Senado Federal CDH aprova regras para internação de adolescentes com dependência química
Senado Federal CCT aprova incentivos para investimentos em pesquisa na saúde
Senado Federal Avança regulamentação da profissão de cuidador com jornada de 40 horas
Senado Federal CDH rejeita mudanças da Câmara e texto sobre síndrome de Tourette vai à sanção Mín. 23° Máx. 36°
Mín. 20° Máx. 32°
Chuvas esparsasMín. 19° Máx. 35°
Chuva
