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EDUCAÇÃO

Iniciação científica do IFMS reflete importância da pesquisa para sociedade

Alinhados aos eixos de atuação de cada campus, projetos de pesquisa contribuem com a formação dos estudantes e atendem a demandas regionais

08/08/2019 07h05
Por: Redacao
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Marco Naka, pró-reitor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul
Marco Naka, pró-reitor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul

Estimular estudantes a voltar os olhos para os problemas da sociedade e desafiá-los a encontrar soluções por meio da pesquisa aplicada. Esse é um dos propósitos do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) que, neste mês, inicia mais um ciclo de execução dos projetos.

No ciclo finalizado, compreendido entre agosto de 2018 e julho de 2019, foram desenvolvidos 178 projetos de pesquisa que envolveram 405 estudantes de cursos técnicos e da graduação dos dez campi, seja como bolsistas ou voluntários.

Ana Landfeldt da Silva, 18, e Evandro Oliveira, 19, técnicos em Alimentos formados pelo IFMS e, atualmente, estudantes do curso técnico subsequente em Aquicultura oferecido pelo Campus Coxim, estavam nessa lista. Orientados pela professora Felícia Ito, os jovens desenvolveram uma pesquisa que busca obter ácido cítrico a partir dos resíduos de milho e do bagaço da cana de açúcar por meio da biotransformação.

“O processo se baseia nos princípios da fermentação, é como fazer vinho a partir da uva. Em nosso estudo, utilizamos um fungo isolado comum em plantas nativas do Pantanal para transformar o resíduo do milho e do bagaço da cana em ácido cítrico. Além de ter um custo mais baixo, a biotransformação não agride o meio ambiente”, explica a orientadora.

No caso da indústria alimentícia, o ácido cítrico pode ser utilizado como acidulante, substância que tem a função de intensificar o gosto ácido de alimentos, e antioxidante, que inibe os efeitos da oxidação.

Mais do que inovador, o projeto vai ao encontro de uma demanda regional. Em um estado produtor de cana de açúcar e de milho, como reaproveitar os resíduos dessas culturas?

"Tanto o bagaço da cana quanto a palha do milho são subprodutos abundantes em nossa região e ambos não têm destinação viável. Ao observamos esse problema, resolvemos dar uma utilidade a esses resíduos que pudesse reduzir os impactos ambientais e desenvolver algo útil para a área de alimentos", explica Evandro.

Para os estudantes que participaram do projeto como bolsistas, a iniciação científica foi transformadora. Ajudou na formação obtida dentro do IFMS e na forma de enxergar o mundo.

“Por meio da iniciação científica, vivenciei experiências que nunca imaginei. Viagens, participação em congressos e feiras, apresentação do projeto ao público, o que é algo mágico. Virei uma pessoa até mais extrovertida, e isso fez com o que eu passasse a amar a ciência e a buscar soluções para os problemas do nosso dia a dia”, ressaltou Ana.

O pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do IFMS, Marco Naka, destaca os impactos positivos da iniciação científica para o estudante, a instituição e a sociedade.

"O estudante aperfeiçoa a forma de estudo e é estimulado a buscar conhecimento, e isso tudo auxilia no êxito, ou seja, na conclusão do curso. Esse também é um impacto positivo para a instituição, que vê seus indicadores melhorarem. Para a sociedade, o principal reflexo é que formamos massa crítica capaz de buscar soluções para os problemas do cotidiano".

Popularização da ciência - O IFMS tem como um de seus macro-objetivos institucionais, previstos nos últimos Planos de Desenvolvimento Institucionais, a popularização da ciência e da tecnologia.

Uma das ações para atingir esse macro-objetivo é a realização das Feiras de Ciência e Tecnologia do IFMS e do Seminário de Iniciação Científica (Semict), eventos promovidos anualmente pelos dez campi da instituição como parte da programação da Semana de Ciência e Tecnologia.

As feiras científicas reúnem trabalhos de estudantes do ensino fundamental (6º ao 9º ano), médio e técnico integrado, de escolas públicas e privadas, dos municípios onde o IFMS tem campus. Já o Semict é o espaço para que acadêmicos dos cursos de graduação do Instituto Federal apresentem as pesquisas desenvolvidas em programas de iniciação científica.

Dados da Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (Propi) revelam que, entre 2014 e 2018, foram apresentados 3.120 trabalhos nas feiras científicas e nas edições do Semict.

Em relação às feiras, a série histórica revela que o total de trabalhos apresentados cresceu mais de 150% entre 2014, quando os participantes expuseram 311 projetos, e 2018, ano em que esse número saltou para 795. Os eventos tornaram-se uma importante vitrine da produção científica em Mato Grosso do Sul.

"O IFMS está presente em dez municípios e também atua nas cidades do entorno. O efeito das feiras científicas nos estudantes das escolas municipais, estaduais e privadas é muito positivo porque eles são estimulados a desenvolver pesquisa. É a cultura da ciência e da tecnologia sendo plantada pelo IFMS", ressalta o pró-reitor Marco Naka.

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