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Educação CIÊNCIA

Alunos de Dourados vão criar satélite para monitorar queimadas no Pantanal

Projeto está selecionado na 2ª fase da 7ª Olimpíada Brasileira de Satélites

29/08/2021 08h27
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Por: Redacao
Alunos de Dourados vão criar satélite para monitorar queimadas no Pantanal
Alunos de Dourados vão criar satélite para monitorar queimadas no Pantanal

Estudantes da Rede Estadual de Ensino de Dourados vão criar e lançar ao espaço um satélite para monitorar as queimadas no Pantanal. O projeto  é  desenvolvido por alunos com altas habilidades de escolas públicas  e está selecionado na 2ª fase da 7ª Olimpíada Brasileira de Satélites MCTI (OBSAT).

O objetivo é contribuir com informações e imagens que possam ajudar no controle dos incêndios que estão devastando o Pantanal. Somente no ano passado as queimadas destruíram 26% do bioma, uma área maior que a Bélgica. Na maior tragédia de sua história, o Pantanal teve mais de 10 milhões de animais mortos.

Em Dourados, os estudantes idealizadores do projeto são do Centro Estadual de Atendimento Multidisciplinar para Altas Habilidades/Superdotação (CEAM/AHS). As aulas acontecem no Núcleo de Atendimento para Altas Habilidades localizado na Coordenadoria Regional de Educação. Os alunos são orientados no contraturno pelo professor Rodolfo Alves dos Santos.    

A equipe  denominada “CEAMSAT”  é composta pelos estudantes Hillary Avlis Chela, 3º Ano do Ensino Médio - Escola Estadual Presidente Vargas, Hannyel Avlis Chela, 9º ano do Ensino Fundamental - Escola Estadual Presidente Vargas,  Jamille da Silva Oliveira, 3º ano do Ensino Médio - Escola Estadual Presidente Vargas e Gabriel Fernandes Bueno, 1º ano do Ensino Médio - Escola Estadual Vicente Pallotti  do Munícipio de Fátima do Sul.

Integrante do grupo, Hannyel Avlis Chela, de 14 anos, se diz confiante com o projeto. “Quando o professor falou sobre a olimpíada, me interessei e me inscrevi, juntamente com os demais integrantes do grupo. Nós enviamos um projeto e fomos selecionados. Recebemos o kit do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e nesta segunda fase o desafio é programar e lançar o satélite. Tenho certeza de que o projeto será muito útil para levar conhecimento às futuras gerações”, destacou.

A gerente pedagógica do CEAM/AHS, Eliane Morais Fraulob, acredita que a participação dos alunos e a seleção deles para a segunda fase das olimpíadas são importantes acontecimentos de reconhecimento nacional. “Além disso, permite aprimorar seus conhecimentos técnicos, científicos, familiarizar-se com a metodologia científica, aproximar-se da cultura aeroespacial, bem como dar oportunidade de desenvolver, integrar, testar, lançar e analisar os dados obtidos”.

O coordenador regional de educação estadual em Dourados, Nei Elias Coinete, ressaltou a missão social por trás do projeto.  “Trouxemos esse desafio para os alunos, para que não só na teoria eles aprendam e despertem o interesse por ciência e tecnologia, mas também possam se desafiar na prática, ao construir pequenos satélites capazes de executar missões reais e melhorar a realidade local, a partir das suas ideias, dos seus planejamentos e programações”.

Equipe Campo Grande

Além dos estudantes de Dourados, a Olimpíada Brasileira de Satélites também selecionou para a segunda etapa a equipe  “Stormtroopers”, de Campo Grande, do Centro Estadual de Atendimento Multidisciplinar para Altas Habilidades/Superdotação (CEAM/AHS).

O grupo é composto pelos alunos Jonas Rodas da Silva, 2º ano do Ensino Médio - E. E. Coração de Maria de Campo Grande - MS, Leonardo Paillo da Silva, 2º ano do Ensino Médio - Colégio Militar de Campo Grande e Luiz Satoshi Yunomae Oikawa, 2º ano do Ensino Médio - Colégio Militar de Campo Grande.

A equipe irá construir um satélite para observar o Cerrado. O objetivo é contribuir para o monitoramento dos danos e desequilíbrios ambientais no bioma importante para o Brasil e para o mundo.

Olimpíadas

A Olimpíada Brasileira de Satélites é uma competição científica de abrangência nacional, concebida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e organizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP).

São iniciativas para promover a popularização e difusão da ciência e tecnologia junto aos estudantes brasileiros, além de despertar o interesse por carreiras na área de ciência e tecnologia de forma atrativa, e sempre que possível, prática. Vários estudos científicos já demonstraram que as atividades práticas promovem um aprendizado mais atrativo e eficaz.

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