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Política POLÍTICA

Bolsonaro usa recursos públicos para transformar o Congresso em “puxadinho” do Palácio do Planalto

MDB traiu Simone Tebet que está praticamente sem chances de ser eleita no Senado

01/02/2021 08h15 Atualizada há 4 semanas
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Por: Redacao Fonte: Edilson José Alves
Rodrigo Pacheco tem apoio do atual presidente Alcolumbre e deverá atuar protegendo Bolsonaro no Senado Federal - Foto:
Rodrigo Pacheco tem apoio do atual presidente Alcolumbre e deverá atuar protegendo Bolsonaro no Senado Federal - Foto:

*Edilson José Alves

A união de boa parte de PSDB e DEM aliada à desonestidade de caciques do MDB deverão garantir a vitória dos candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições para presidência da Câmara e Senado Federal que ocorrem logo mais à tarde. O Palácio do Planalto jogou pesado e houve inclusive interferência de Antônio Carlos Magalhães Neto, responsável direto pela implosão do bloco Democrata que jogava contra Bolsonaro. As cenas a seguir nas próximas horas é a comprovação da política suja do “toma lá, dá cá” que reina no Brasil há centenas de anos permanece viva e cada vez mais forte.

Aquela história de nova política com a posse de Bolsonaro não passa de balela. Tudo mentira. Nos últimos dias o presidente utilizou de todo o seu poder de barganha para convencer parlamentares a votar nos seus candidatos, Arthur Lira (PP) para presidente da Câmara, e Rodrigo Pacheco (DEM), para presidente do Senado. Lira disputa com Baleia Rossi (MDB) e Pacheco com Simone Tebet, traída pelo MDB. Para os que votarem nos seus indicados, Bolsonaro prometeu liberar emendas parlamentares, prometeu também cortar os “traidores” da lista de pagamentos do governo e concessão de muitos cargos importantes para quem estiver do seu lado, além de reforma e criação de novos ministérios para acomodar todo mundo. O centrão está igual “urubu em cima da carniça”, só esperando a eleição para tomar conta de vez do governo.  

A coisa é tão escancarada que parte do PSDB já estaria fechada com os candidatos bolsonaristas, o mesmo acontece com parte do DEM. Como vinha ocorrendo alguns atritos, Antônio Carlos Magalhães Neto, membro baiano de uma família que se perpetua no poder da política brasileira há décadas, foi acionado e tocou fogo no “palheiro”. Agora, os democratas estão divididos a tal ponto que Rodrigo Maia, ainda presidente da Câmara acusou Bolsonaro de oferecer R$ 20 bilhões em "emendas extra-orçamentárias" em trocas de votos e ameaçou com abertura do caminho para um processo de impeachment do presidente da república.

As cenas dos bastidores reveladas pelos jornalistas são estarrecedoras. No Senado, Simone Tebet (MDB) foi traída pelos caciques do seu partido que não aceitam a ideia de perder um centímetro de poder e muito menos cargos. Os Mdebistas vão votar no escolhido pela presidência da república. É dinheiro público sendo usado para mudar os rumos do Legislativo que deveria ser independente. O que se comenta em Brasília nesta segunda-feira é que dividido o bolo, com fatias bem graúdas para a banda podre do legislativo federal, dentro de poucas horas o Congresso Nacional será transformado em “puxadinho” do Palácio do Planalto.

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