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Política OPINIÃO

Dinheiro sujo e fedendo

Tropa do Governo entra em ação para tentar salvar a pele do senador Chico Rodrigues

20/10/2020 10h06
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Por: Redacao
Edilson José, jornalista
Edilson José, jornalista

*Edilson José Alves

O senador Chico Rodrigues flagrado com dinheiro sujo na cueca e até no meio das nádegas aceitou de bom grado as manobras de aliados do presidente Jair Bolsonaro e já pediu licenciamento do cargo. A licença foi sugerida pelo seu colega de partido, Jayme Campos (DEM-MT), presidente do Conselho de Ética, que diga-se de passagem tinha Rodrigues como um dos seus membros. Conselho de Ética? Só podem estar de sacanagem com o povo brasileiro.

Inventaram uma desculpa de que é melhor Chico Rodrigues se afastar para não atrapalhar as investigações. Que o dinheiro é sujo não resta dúvida. Se não fosse não estaria escondido na cueca do acusado dentro da própria casa. Ele justifica que o dinheiro era para pagar empregados. Pode até ser mesmo, mas não era limpo. Dinheiro que patrão honesto paga empregado fica depositado no banco. É para isso que existem os cheques, depósitos, Transferência Eletrônica Disponível (TED), Documento de Ordem de Crédito (DOC) e até mesmo em espécie, mas de forma limpa. O dinheiro não pode estar fedendo.

Chico Rodrigues com o qual Bolsonaro disse que tinha “uma união quase estável”, afinal conviveram juntos por mais de 20 anos, é um velho conhecido da malandragem política brasileira. No ano de 2006 a imprensa já divulgava um esquema de desvio de recursos públicos com notas frias com gastos de combustíveis. À época foi constatado que nos três primeiros meses daquele ano o senador havia gasto R$ 60 mil só com gasolina e no ano anterior mais de R$ 174 mil.  Em 2011 também respondeu acusação do Ministério Público Federal de apropriação de dinheiro público destinado através de emendas parlamentares. Portanto, a ficha não é pequena.

Se trata de um político profissional, que tem know how sobre o que fez e o que faz. Como caiu nas garras da Polícia Federal por estar envolvido em um esquema investigado sobre o desvio de cerca de R$ 20 milhões da saúde e por ser um dos homens de confiança de Bolsonaro, tanto que foi escolhido seu vice-líder, grupos de apoiadores correram para salvar não apenas a pele de Chico, mas também do governo.

O senador mato-grossense Jayme Campos que é o presidente do Conselho de Ética (sem ética), aconselhou a licença de 120 dias. É o tempo que consideram ideal para o povo esquecer. A estratégia é retirar Chico de cena, evitar prejuízos para o governo Bolsonaro e evitar que o acusado seja levado a julgamento, já que ele foi afastado do cargo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, por 90 dias. O pedido de licença espontânea evitaria colocar em pauta representação com pedido de cassação do mandato feita pelos partidos Cidadania e Rede Sustentabilidade.

Uma manobra simplesmente vergonhosa.

*Jornalista

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