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SUPOSTA CHANTAGEM

Deputados de MS, inclusive bolsonaristas, rebatem acusação de General Heleno

"Não tem chantagem, o que tem é negociação", disse Luiz Ovando (PSL)

20/02/2020 08h43
Por: Redacao
Fonte: Correio do Estado
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Deputado Luiz Ovando (PSL) e articulador do Aliança pelo Brasil em MS:
Deputado Luiz Ovando (PSL) e articulador do Aliança pelo Brasil em MS: "não é chantagem, é negociação" - Agência Câmara

Tanto deputados federais sul-matogrossenses que apoiam o Governo federal como da oposição rebatem as afirmações do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, de que o Congresso “chantageia” o Governo na definição sobre a votação dos vetos ao Orçamento da União deste ano. Para os parlamentares, o que há é um processo de negociação.  

A critica do militar se refere à insatisfação  com um acordo entre parlamentares e o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, sobre o controle da execução de emendas parlamentares ao orçamento, que tem adiado a votação dos vetos ao Orçamento. A matéria deveria ter sido apreciada semana passada, porém a votação foi adiada para depois do Carnaval por falta de acordo.

Só que na última terça-feira vazou um áudio do Ministro Heleno, no qual ela afirma: “Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”. A afirmação foi feita aos ministros Paulo Guedes, Economia, e Luiz Eduardo Ramos, de Governo.

O deputado federal da oposição Vander Loubet (PT/MS) disse que “Acho estranho uma declaração como essa, o governo não tem preocupação em fazer base no Congresso Nacional. O governo, com mais integrantes das Forçar Armadas esta mais preocupado em intimidar o Congresso Nacional, só que esse não é melhor caminho”.

O deputado Dagoberto Nogueira (PDT/MS) foi mais enfático, ressaltando que “Vindo de quem veio, só poderíamos esperar isso mesmo. Infelizmente o Brasil esta nas mãos deste povo (militares). Pobre do Brasil. É um bando de aloprados”.

GOVERNISTA

Até deputado da base do governo rebateu a afirmação do ministro. Para o deputado Dr Luiz Ovando (PSL/MS) “o General Heleno não pode ser precipitado. Se ele falou para não ceder a chantagem, não tem a nenhuma chantagem, o que tem é negociação. A gente negocia e resolve aquilo que é possível. Tem de ter habilidade, ter sabedoria,  hora de ceder,  hora de avançar, de negociar. Não vejo nenhuma dificuldade, não vejo qualquer problema que possa estar existindo aí. A questão da manifestação de rua, manifestação da população é legítima é natural, a população que o elegeu tem direito de se manifestar”. O parlamentar se refere a outra afirmação do ministro Heleno que pede para o presidente convocar a população a sair às ruas ara pressionar o Congresso Nacional.  

Opinião semelhante tem outros integrantes da bancada do Estado no Congresso Nacional.

O deputado Fábio Trad (PSD/MS) discordou da afirmação do ministro, enfatizando que “não vejo nenhuma chantagem do Congresso, houve votação legítima (referindo-se a votação do Orçamento com as regras que o presidente vetou) , tem toda legitimidade  para pleitear aquilo que reputa justa em nome de suas atribuições. Uma declaração absolutamente infeliz confirma aquilo que venho dizendo: se o governo tem interesse em aprovar reformas deve fazer o dever de casa e evitar crises políticas com o legislativo”.

Para a deputada federal Rose Modesto (PSDB/MS), “o que existe é um processo de negociação de votação de vetos ao Orçamento no qual pretendemos garantir que o máximo de recursos chegue até a população. Não existe chantagem, existe negociação”.

O seu colega de partido, o deputado Beto Pereira (PSDB/MS) afirmou que “desconheço qualquer tipo de chantagem. Aqueles que não encampam a defesa da democracia ignoram o valor do diálogo, o sistema de freios e contrapesos e a independência entre os poderes.  Rechaço a tentativa de interferência de um poder da República no outro seja lá qual for o poder que queira subjugar.”

Até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), rebateu a fala do general. “Acho que é uma frase infeliz do ministro. Geralmente, na vida, quando vamos ficando mais velhos, vamos ganhando equilíbrio e experiência e paciência. O ministro, pelo jeito, está ficando mais velho e está falando como um jovem, um estudante no auge da sua juventude. Uma pena que um ministro com tantos títulos tenha se transformado em um radical ideológico contra a democracia, contra o parlamento, muito triste”, afirmou Maia.

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