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29/07/2010 - 16h24
Implicações sociais pelo uso de drogas é discutida em seminário


Acontece hoje (29) e amanhã (30) o Fórum de Recursos Humanos, que aborda o tema “Dependência química nas organizações de trabalho: efeitos e consequências II”. O evento, que é realizado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração, tem como objetivo discutir o combate de uso drogas em Mato Grosso do Sul.

Jefferson Teruya de Souza, especialista em saúde pública, ministrou a palestra “A dependência química: implicações sociais e profissionais”. Ele abordou as consequências que o uso de drogas gera na vida individual e no meio profissional da pessoa. “Um dependente, seja de álcool ou drogas, tem seu estado de saúde sempre vulnerável e isso gera problemas psicológicos, levando o individuo à depressão, o que o deixa com a sensação de incapaz”, diz Teruya.

Um dos maiores problemas de um dependente é a ausência da noção de perigo. Um exemplo citado pelo especialista são os constantes acidentes de trânsito provocados por pessoas alcoolizadas. “Perde-se a noção da realidade”, diz o especialista.

De acordo com Teruya, a saúde pública tem mecanismos interessantes na recuperação de dependentes químicos através do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). “É feito todo o tratamento psicológico que, além de cuidar do individuo, envolve também a família, pois é necessário trabalhar com a dependência na promoção de sua recuperação e ressocialização”, afirma.

Entidades

Além das palestras, algumas entidades que lutam contra o uso de drogas e tratam dependentes químicos montaram estandes para mostrar seus trabalhos e apresentarem a base filosófica do tratamento.

A Pastoral da Sobriedade, que existe há três anos em Campo Grande, tem um projeto amplo que além de tratar de dependentes, trabalha também na necessidade de libertação que muitas pessoas têm em relação ao consumo excessivo, seja ele qual for.

A Coordenadora da Pastoral em Campo Grande, Petrina Guedes, disse que o trabalho com os necessitados é realizado através de grupos de autoajuda. “Tentamos fazer com que a pessoa busque o equilíbrio, pois assim ela resgata a força e o sentido da vida”, explica.

O evento vai até amanhã (30), e acontece no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. O fórum conta com o apoio do Conselho Estadual Antidrogas (Cead/MS), além de diversos órgãos ligados no combate ao uso de drogas, entre eles o Centro Recomeçando, que atua por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas).


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